Relatório da visita ao Museu Nacional do Conjunto Cultural da República em Brasília no dia 19 de agosto de 2011 ás 09 horas.
O objetivo da visita foi à apreciação da exposição da Coleção Brasiliana, que revela a importância da Coleção, sua amplitude e variedade. A Coleção foi dividida por ambientes, onde foi apresentada passo a passo a totalidade da exposição com suas principais peças, histórias, arte e literatura.
O primeiro ambiente tem o nome de Terra Brasilis e é dedicado aos livros, mapas e impressos que mostram a cartografia de país novo, que exercia fascínio nos europeus a respeito de uma terra que ainda recebia o nome de Terra Papagallis ou Terra dos Papagaios. Onde o aspecto mais ressaltado era a antropofagia.
Segundo o Brasil Holandês, retratava a ocupação do Brasil pelos Holandeses que contribuiu para uma importante produção artística sobre o território conquistado, onde o governo das províncias holandesas no Brasil feto por Maurício de Nassau trouxe cientistas e artistas para documentar tudo. Entre quadros, obras e tapeçarias deu origem a muitos livros como Jornada dos Vassalos da Coroa, Magnífico Mundo Novo, Memorável Viagem Marítima e Terrestre, cartas, manuscritos e etc.
No ambiente Brasil Naturalista é tratada a saída dos holandeses e a chegada de D. João VI. Por ter fechado o país a estrangeiros, nada foi acrescentado, mas com a abertura em 1808 muitos naturalistas acrescentaram com seus trabalhos voltados para a flora, a fauna e as ilustrações sobre os índios em trajes da época, livros e esculturas tudo eles recolhiam até cabeça de cobra tudo foi preservado na exposição como foi montado.
Em o Brasil dos viajantes é resultado do interesse dos artistas em documentar o Brasil Novo, viajavam as mais distantes do interior aos litorais, para imortalizar as curiosidades dos europeus, as paisagens e o cotidiano do povo brasileiro. Entre eles estão: a) O Filho do artista tomando banho na varanda da residência de seu avô – 1830. b) Cachoeiras de Paulo Afonso – 1863. c) Panorama da cidade de São Paulo – 1821. A mais antiga pintura conhecida.
Conseguinte o Rio de Janeiro parada obrigatória para os artistas por ser a Capital Imperial, sendo a cidade mais retratada do mundo pó volta de 1810 a1850. Esta produção única e de importância fundamental para a icnografia do rio de Janeiro permaneceram inéditas até ser adquirida recentemente pra integrar a Coleção Brasiliana, com livros, quadros, documentos e bustos de Joaquim Machado de Castro.
A vitrine reúne diversas peças ligadas as famílias Reais e Imperiais do Brasil e de Portugal incluem ainda importantes gravuras e quadros de Debret e Victor Meireles, um notável busto de D. João VI, assim como a efígie do Imperador contendo a constituição do Império.
A Memória Cultural é outro ambiente que retrata todos os chefes de estado de Brasil de Dom Manoel, o Venturoso, a Tancredo Neves. Livros, documentos, atos oficiais, documentos fundamentais para nossa historia econômica, documentos impares sobre nossa escravidão, gravuras, certidões de nascimento e de óbito, impostos de escravos, recibos de compra e venda carta de alforria e passaportes, as principais edições de livros mais famosos.
Os livros de Artistas são edições artesanais nas quais obras originais são inseridas como ilustração para o texto. Ao livros editados no Brasil em grandes tiragens também ao longo do século XX capas desenhadas por renomados artistas, com resultado de alta qualidade.
Concluindo na história do Brasil temos mais autores, pintores, cientistas e escritores de fora do que do país. Nossa historia foi contada por pessoas que viram algo, mas não viveram a historia, mesmo assim da para se concluir que é uma das historias mais sofridas do mundo, quem participou dela ou participa poderia contá-la melhor. Somos felizes pela rica Coleção ao nosso dispor.
Parabéns a Coleção Brasiliana Itaú e parabéns Brasil.
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