terça-feira, 13 de setembro de 2011

Visita ao Museu Nacional (ALINE BARBOSA SILVA)

De acordo com a proposta do professor Loiola para a aula de Cultura Brasileira, os estudantes de Teologia estiveram no Museu Nacional de Brasília para prestigiar a Coleção Brasiliana Itaú, no dia 19 de agosto de 2011, sexta-feira. A coleção belíssima que possui um acervo raro de gravuras, objetos, mapas, documentos, livros e muita história sobre a cultura brasileira à partir do século XVI até o século XX. A exposição, organizada desde 2000 por iniciativa de Olavo Setubal, presidente do Conselho do Banco Itaú, segue à publicação de um livro que apresenta o acervo completo. Em apenas oito anos, conseguiu reunir uma das coleções mais amplas relacionada à história cultural brasileira, onde foi apresentada em sete núcleos. Terra Brasilis – Revela a visão do Brasil do século XVI e XVII através da cartografia da época, onde os primeiros mapas mesmo não sendo tão precisos, com o passar dos anos os cartógrafos foram sendo mais próximos da realidade pela necessidade que a navegação dos ansiosos europeus exigia. E a mais importante família de cartógrafos da época, os holandeses Blaeu criaram, em 1664, o maior e mais belo atlas do seu tempo, o Grande Atlas Blaeu, que possui 12 volumes com mais de 600 mapas. Brasil Holandês – Período acerca da ocupação dos Holandeses no Nordeste, de 1624 a 1654. Maurício de Nassau, fidalgo europeu responsável pelas províncias holandesas no Brasil, trouxe cientistas e artistas, como Frans Post e Albert Eckhout, que em seus trabalhos em quadros a óleo retrataram paisagens e nativos de forma brilhante. Brasil dos Naturalistas – O Brasil permaneceu fechado por um século e meio, desde a partida dos holandeses até a chegada de D. João VI ao Rio de Janeiro, mas através da abertura dos portos em 1808, milhares de naturalistas vieram, entre 1810 e 1820, estudar a nossa fauna e flora. Spix e Martius destacaram-se por seu trabalho ilustrando os animais e plantas do Brasil. Rio de Janeiro – Capital real e imperial, o Rio foi uma das cidades mais visitadas do mundo entre os anos 1810 e 1850, principalmente por artistas viajantes estrangeiros que queriam retratar sua beleza natural riquíssima. Essa exposição se deu através de panoramas, gravuras e aquarelas trabalhadas de forma primorosa por artistas como Salathé, Debret e Rugentas. Memória da Cultura – Grandes momentos da história e da cultura do Brasil são retratados em dois séculos de literatura brasileira em livros, cartas, manuscritos dos nossos principais romancistas e poetas. Documentos de chefes de estado, de Dom Manuel até Tancredo Neves, e de Santos Dumont, junto com preciosos objetos pessoais do famoso inventor.
            Ao visitar essa exposição, meu gosto por museus e história foi renovado, assim como, meu interesse pela memória e cultura do Brasil. Infelizmente, muito do nosso país só pôde ser retratado a partir de uma visão européia viciada, que além de massacrar povos indígenas e suas culturas, destruiu eras de história de como esses povos surgiram aqui. O que nós temos a oportunidade de ver hoje são algumas representações do que o Brasil era inicialmente e as suas modificações ao longo dos séculos. De como Portugal retardou a influência de outros povos, que talvez pudessem ter trazido uma cultura mais habitacional do que exploratória, ou não. Mas a diferença de belas culturas de cada região do país é explicada com a vinda, depois de muitos anos, de afro-descendentes escravos e outros povos europeus. A história do Brasil pode ser cheia de acontecimentos tristes como todos os outros países tiveram e continuam tendo, mas eles não devem sufocar os bons momentos, e não tiram o amor por nosso povo, cuja miscigenação, pra mim, se torna mais um motivo para cuidarmos uns dos outros em união, e atentarmos para as belíssimas áreas naturais que ainda temos.

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